Dr. Jan Menzel, nomeado novo diretor da Escola de Tecnologia da Informação na STADIO, defende uma abordagem transformacional ao aprendizado no setor de TI. Ele afirma que os futuros especialistas nesta área precisarão não apenas de qualificação técnica, mas também de criatividade, empatia e capacidade de pensamento independente.
TI como ciência social
Na opinião de Menzel, a tecnologia da informação está mais próxima das ciências sociais do que da engenharia pura. Ele acredita que o futuro da educação em TI reside não apenas na aquisição de habilidades técnicas, mas também na compreensão das pessoas, dos sistemas e do comportamento humano. Ao longo de sua carreira, que abrange quase três décadas no ensino superior, Menzel ocupou cargos de liderança e acadêmicos no Belgium Campus iTversity, UNISA e Tshwane University of Technology.
Em um cenário onde instituições de ensino em todo o mundo tentam preparar graduados (especialmente em TI) para a economia digital em rápida mudança, Menzel acredita que a solução reside na redefinição dos objetivos da educação em TI. Ele define o aprendizado em TI como a aquisição de habilidades necessárias para usar a tecnologia em benefício da atividade humana. Ele enfatiza que a compreensão centrada no ser humano da tecnologia se torna cada vez mais importante diante das transformações no local de trabalho e nas indústrias causadas pela inteligência artificial, automação e sistemas digitais.
A importância do pensamento crítico
Menzel insiste que a habilidade primordial a ser desenvolvida é a capacidade de pensar de forma independente. Ele fala sobre a necessidade de avaliar criticamente o mundo e resolver problemas com um objetivo claro: servir à humanidade. Além disso, ele considera que a empatia e a criatividade permanecerão qualidades indispensáveis para os especialistas em TI, apesar do desenvolvimento contínuo da tecnologia. Segundo ele, um especialista capaz de ouvir atentamente e compreender o problema de uma pessoa poderá resolvê-lo de forma eficaz.
Educação como processo criativo
Menzel observa que muitas instituições consideram erroneamente a educação em TI puramente técnica ou mecanicista, em vez de vê-la como uma disciplina voltada para a resolução criativa de problemas. Ele acredita que as instituições de ensino frequentemente esquecem que a educação típica em TI está mais relacionada ao desenvolvimento de habilidades criativas do que à assimilação mecânica de princípios e estruturas. Ao mesmo tempo, é necessário encorajar e permitir o pensamento não convencional e os experimentos, e erros e aprendizado prático não devem ser punidos.
A STADIO confirmou que a nomeação de Menzel está alinhada com o foco da instituição na preparação de graduados prontos para trabalhar na indústria e capazes de se adaptar em um mundo em mudança. Dr. Stan du Plessis, CEO da STADIO Higher Education, expressou alegria com a adesão do Dr. Menzel à equipe, observando que sua visão sobre a educação em TI coincide totalmente com a crença da STADIO de que o ensino superior deve preparar os alunos não apenas para os empregos de hoje, mas também para o aprendizado ao longo da vida e uma contribuição significativa em um mundo em rápida mudança.
Abordagem interdisciplinar em TI
Um dos fatores que atraíram Menzel para a STADIO foi a ênfase da instituição na expansão do acesso ao ensino superior e seu ambiente acadêmico interdisciplinar. Ele vê a STADIO como uma plataforma que demonstra o caráter interdisciplinar da TI como disciplina. Menzel acredita que os avanços tecnológicos mais interessantes ocorrem cada vez mais na intersecção de diferentes disciplinas, e, portanto, a TI não pode ser vista como uma área isolada. Ele enfatiza a necessidade de aprendizado conjunto entre diferentes disciplinas.
Menzel possui doutorado em Sistemas de Informação, obtido na University of South Africa, e supervisionou vários projetos de pesquisa de pós-graduação em áreas como desenvolvimento de arquitetura corporativa, sistemas digitais, e-learning, migração para a nuvem e desenvolvimento de oportunidades de negócios. Na STADIO, seu objetivo é ajudar a formar graduados que entendam tanto a tecnologia quanto as pessoas para quem essas tecnologias são destinadas. Ele quer demonstrar ao mercado que um especialista em TI da STADIO é capaz de entender a atividade humana e fornecer soluções que sirvam aos objetivos humanos, e não o contrário.
