O Ministério das Relações Exteriores do Japão informou que os ministros das Relações Exteriores dos EUA, Japão e Coreia do Sul assinaram um memorando de cooperação durante uma reunião em Ancara, Turquia, realizada na margem da Cúpula da Aliança Atlântica.
Conteúdo do Acordo
Os três representantes assinaram um 'memorando de cooperação' com o objetivo de 'promover a interação entre empresas japonesas, americanas e sul-coreanas no que diz respeito à implementação de reatores nucleares modulares pequenos (SMR) em terceiros países'.
De acordo com a descrição das autoridades japonesas, este acordo visa melhorar o fornecimento de energia na região Indo-Pacífico e garantir o 'mais alto nível' de segurança e não proliferação. Além disso, planeja-se apoiar projetos por meio de investimentos e empréstimos.
Posição da Coreia do Sul
O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul descreveu este pacto como 'uma oportunidade para a Coreia do Sul, os Estados Unidos e o Japão, que possuem pontos fortes complementares no setor nuclear civil, promoverem uma cooperação mutuamente benéfica no nível industrial'.
Aspectos Técnicos dos SMR
Reatores pequenos (SMR) são instalações nucleares avançadas que atualmente operam apenas em dois países do mundo (Rússia e China). Eles têm uma capacidade de até 300 MW por unidade, o que é significativamente menor do que as usinas de energia tradicionais de 1000 MW, exigem um volume de construção menor, podem ser colocados em operação mais rapidamente e pressupõem custos de investimento mais baixos.
Esses reatores são considerados uma das opções chave para o futuro da energia nuclear e atraem a atenção de grandes empresas de tecnologia envolvidas no desenvolvimento de inteligência artificial, devido às enormes necessidades de seus centros de processamento de dados em geração de energia.
Temas Adicionais das Reuniões
Durante as negociações, os três líderes também discutiram questões de cooperação em inteligência artificial e desnuclearização da Coreia do Norte. A declaração japonesa enfatizou a importância de 'combater atividades cibernéticas maliciosas que financiam os programas nucleares e de mísseis de Pyongyang'.

