Ao longo de mais de um mês, dezenas de refugiados, incluindo mulheres com bebês e crianças pequenas enroladas em cobertores finos, supostamente são forçados a dormir na calçada em frente aos escritórios do Departamento de Assuntos Internos na Rua Che Guevara. Eles estão passando por noites de inverno rigorosas após fugir da violência xenófoba alegada.
Condições de vida e preocupações
Como não havia outro lugar para onde recorrer, as famílias relatam ter trocado um perigo por outro, agasalhando-se juntas no frio enquanto esperam ajuda e esperam que seus pedidos de proteção sejam ouvidos.
Deborah Young, do Movimento Palestino Sul-Africano, observou que a crise humanitária está piorando a cada dia, à medida que mais pessoas deslocadas chegam a esta área. Ela declarou: «A situação é muito instável – nos últimos dias chegaram mais pessoas fugindo de ataques nos townships e subúrbios».
Problemas de apoio
Além disso, tornou-se mais difícil manter o acampamento depois que, segundo alegações, o apoio municipal foi interrompido. Refugiados perto do escritório do Departamento de Assuntos Internos na Rua Che Guevara informaram ao IOL que temem uma marcha planejada para quinta-feira.
Um dos refugiados relatou: «O município [supostamente] parou de entregar água, e dependemos inteiramente de doações. O município quer que eles saiam, mas não ajuda com moradia. Há [supostamente] outra marcha planejada para quinta-feira».
Reação dos líderes comunitários
Jacinta Ngobeze-Zuma, líder do Marcha e Marcha, afirmou não ter ouvido falar da marcha planejada, mas prometeu descobrir os detalhes.
O líder dos refugiados, Bispo Rafael Bahébwa, observou que a marcha de 30 de junho no centro comercial ocorreu com sucesso, mas afirmou que o xenofobia aumentou nos townships e áreas rurais. Ele acrescentou: «Nas áreas rurais, as pessoas são expulsas, [supostamente] agredidas e torturadas. Não entendemos o cenário, e isso mudou nossa perspectiva aqui».

