Apesar do crescente sentimento antiimigração e dos protestos contínuos, proprietários de lojas somalis em Du Noon decidem permanecer na África do Sul, temendo a retomada da violência xenófoba semelhante à ocorrida há cinco anos.
Razões da escolha dos imigrantes
Apesar das condições insuportáveis, os imigrantes somalis preferem ficar na África do Sul em vez de retornar à sua pátria. Amir Sheikh, presidente do Fórum Africano da Diáspora (ADF), observou que muitos somalis optam por permanecer na África do Sul, apesar dos protestos contra a imigração ilegal.
Situação na África do Sul
Essas declarações foram feitas em meio à saída de milhares de imigrantes ilegais do país após manifestações que pediam aos estrangeiros para deixarem a África do Sul. Recentemente, houve agitação pública na África do Sul, grandes manifestações antiimigração e ações rigorosas do governo, iniciadas pelo presidente Cyril Ramaphosa e pelo ministro do Interior Dr. Leon Schreber.
Exigências e Tensão
Grupos ativistas, como March e March, estabeleceram um prazo final de '30 de junho' para a saída de todos os estrangeiros ilegais. Isso levou ao aumento da tensão regional, relatos de intimidação 'porta a porta' e conflitos locais em áreas como Olivewood e a região de Overberg no Cabo Ocidental.
Reação e Opinião do ADF
Como milhares de estrangeiros estão preocupados com o aumento da violência, eles estão procurando refúgio ou decidindo deixar essas áreas. Governos de países africanos vizinhos, incluindo Malawi, Moçambique, Gana e Nigéria, tomaram medidas ativas, organizando ônibus e voos fretados para evacuar seus cidadãos. No entanto, o ADF, uma coligação de grupos de imigrantes que representa cerca de 70.000 imigrantes no país, declarou que os imigrantes somalis dificilmente voltarão para casa, mesmo com a partida de muitos imigrantes ilegais da África do Sul.
Comparação com Países Vizinhos
Sheikh explicou que a situação para os imigrantes somalis é diferente da situação nos países vizinhos, pois o retorno à Somália não é uma opção realista devido aos contínuos distúrbios políticos e conflitos. Ele enfatizou que as circunstâncias enfrentadas pelos somalis diferem das pessoas de países vizinhos, pois o retorno à Somália não parece ser uma escolha viável. Sheikh afirmou: 'Mesmo que a situação seja insuportável, preferiremos ficar aqui, na África do Sul, do que voltar para casa', descrevendo os somalis como uma comunidade pacífica que confia nas forças policiais sul-africanas e acolhe o desdobramento de forças de segurança durante os recentes protestos.
Vida Empresarial e Direitos
Sheikh acrescentou que os proprietários de negócios somalis fechavam suas lojas se soubessem que marchas de protesto passariam por locais como Mayfair em Joanesburgo, para evitar confrontos. Ele observou: 'Nós garantiremos que os negócios estejam realmente fechados naquele dia', e pediu que os manifestantes fossem livres para exercer seus direitos constitucionais democráticos, enquanto as forças policiais mantinham a ordem.
Instabilidade Política na Somália
Organizações de direitos humanos alertam que a Somália caminha para maior instabilidade política. Críticos se opõem veementemente às reformas do sistema eleitoral do governo planejadas para 2026, acreditando que elas favorecem o presidente em exercício. Se esse impasse continuar, pode levar a um aumento da violência. Conflitos internos entre líderes políticos desviam a atenção de questões chave, como a luta contra o Al-Shabaab — um grupo terrorista extremamente resistente e movimento rebelde operando como um braço visível da 'Al-Qaeda'. Além disso, esse impasse pode levar à retirada de apoio de patrocinadores internacionais da Somália, enfraquecendo a estabilidade do governo federal.


