Apesar dos sinais óbvios de que o tempo afetou o mascote de Portugal, Cristiano Ronaldo, a equipe técnica não conseguiu gerenciar adequadamente sua participação, levando ao fim de seus compromissos internacionais sem conquistar uma medalha da Copa do Mundo.
Carreira e Expectativas
Em seis participações nas Copas do Mundo, Ronaldo não conseguiu conquistar nenhum título. Este não foi o final de carreira internacional com Portugal que ele provavelmente imaginava, tendo estreado no cenário mundial na Alemanha em 2006.
No entanto, a situação atual exige que ele aceite a derrota, reconhecendo que seu fracasso na Copa do Mundo foi em grande parte consequência de suas próprias decisões, motivadas pelo desejo de permanecer no time titular, mesmo quando seu desempenho já não justificava isso.
Conquistas e Declínio de Forma
Certamente, Ronaldo é um dos maiores jogadores na história do futebol, atuando em alto nível por décadas e demonstrando performances de primeira linha ano após ano. Ele possui cinco prêmios de Bola de Ouro e inúmeros troféus, incluindo cinco títulos da Liga dos Campeões da UEFA.
No entanto, nos últimos anos, sua eficácia diminuiu. Contudo, não se pode culpá-lo totalmente, pois ele estava perto dos 40 anos – tinha 41 anos no momento da escrita do artigo – e jogava na menos competitiva Saudi Pro League.
Mudanças no Corpo Técnico
A queda de seu nível e a incapacidade de acompanhar o ritmo acelerado do futebol moderno foram notáveis para os torcedores. Até mesmo a equipe técnica de Portugal observou isso durante a Copa do Mundo de 2022 no Catar, quando o ex-técnico Fernando Santos o substituiu intencionalmente antes da entrada da equipe nas quartas de final.
Mais tarde, Roberto Martínez, ex-técnico da Bélgica, juntou-se à equipe e alterou significativamente as ideias progressivas de Santos, devolvendo Ronaldo à posição de atacante principal número nove. Embora isso tenha dado resultados por vezes, acabou desacelerando a equipe, empurrando novamente para segundo plano jovens talentos promissores como Gonçalo Ramos.
Consequências das Decisões e Comparação com Messi
Em última análise, a prioridade dada a Ronaldo resultou em problemas para Martínez, para Ronaldo e, o mais importante, para toda a nação. Martínez deixou a equipe após a eliminação do grupo contra a Espanha nesta Copa do Mundo, enquanto Ronaldo confirmou que este seria seu último torneio importante.
O atleta de 41 anos deixa o palco principal, declarando em entrevistas pós-jogo ter 'alta confiança'. No entanto, a veracidade dessa declaração permanece um ponto de debate. Enquanto isso, seu eterno rival, Lionel Messi, continua a alcançar sucessos incríveis.
Messi levou a Argentina à fase dos 16 melhores times (onde enfrentaram o Egito na terça à noite), aprofundando seu nome na história da Copa do Mundo como artilheiro de todos os tempos com 20 gols.
É importante notar que a Argentina e Messi participaram do torneio como defensores do título, tendo vencido a edição anterior no Catar, o que reforçou o legado de Messi, permitindo-lhe conquistar todos os grandes troféus tanto no nível de clube com o Barcelona quanto no cenário internacional.
Debate sobre o Maior Jogador
Como a Copa do Mundo é considerada o prêmio máximo no esporte, Messi efetivamente resolveu a disputa sobre o 'Maior de Todos os Tempos' (GOAT). Ronaldo, por outro lado, ofereceu uma explicação insatisfatória, alegando que vencer a Eurocopa é equivalente a vencer a Copa do Mundo.
O fato de Messi ter marcado sete gols nos primeiros quatro jogos da Argentina neste torneio fala eloquentemente sobre sua eficácia mesmo nos anos finais da carreira. Ele ainda corresponde à produtividade de talentos sensacionais como Kylian Mbappé e Erling Haaland, que ainda não atingiram seu auge.
Força do Esquadrão Português
E para que ninguém afirme que Messi joga com um círculo mais forte do que Ronaldo, isso não é verdade. A seleção nacional de Portugal conta com muitos jogadores de classe mundial que dominaram o futebol de clubes europeu na temporada passada.
Bruno Fernandes foi nomeado jogador da temporada da Premier League após uma campanha brilhante pelo Manchester United, enquanto Vitinha, João Neves, Nuno Mendes e Ramos conquistaram títulos da Liga dos Campeões consecutivamente com o Paris Saint-Germain.
Claro, pode-se argumentar que Ronaldo também teve uma temporada impressionante com muitos gols no Al-Nassr na Arábia Saudita, mas a questão de se ele merece liderar o ataque de seu país em um torneio global como este é outra história completamente diferente. Em última análise, ele deve primeiro pensar em como sua teimosia custou a ele e à sua seleção nacional.

