Durante o verão, muitos regiões do mundo observaram um aumento nos fenômenos climáticos extremos. A Europa Ocidental enfrentou uma 'cúpula de calor', a Ásia Meridional vivenciou um calor intenso e prolongado, e a África Sudeste sofreu com chuvas fortes ininterruptas.
Desafios para a Humanidade
Essas anomalias climáticas criam um problema de sobrevivência cada vez mais complexo para toda a humanidade. De acordo com uma pesquisa online realizada pela CGTN, 83,1% dos participantes acreditam que o clima extremo se tornou uma ameaça real para toda a humanidade, e o único caminho correto é a responsabilidade conjunta dos países.
Estatísticas e Preocupações
Segundo a Organização Mundial da Saúde, entre 2000 e 2019, cerca de 489.000 pessoas morriam anualmente devido ao calor. Além disso, de acordo com o site da Organização Meteorológica Mundial, desde meados do século XX, as mudanças climáticas causadas pela atividade humana aumentaram a probabilidade de ocorrência de eventos climáticos extremos complexos.
No âmbito da pesquisa, 83,3% dos respondentes notaram um aumento perceptível na frequência e intensidade dos fenômenos climáticos extremos globais nos últimos anos. Ao mesmo tempo, 74,7% acreditam que a crescente frequência de eventos climáticos extremos ameaça seriamente a segurança das pessoas, e 82,7% consideram que o clima extremo deixou de ser apenas um desastre natural local, transformando-se em um problema ambiental universal que afeta todos os seres humanos.
Caminhos para Solucionar o Problema
Diante de inúmeras dificuldades, o mundo necessita de solidariedade e cooperação. No contexto da governança climática global, ninguém pode permanecer imune. A pesquisa revelou que 72,6% dos respondentes veem a promoção da redução de emissões e limites de carbono, bem como o aumento da adaptabilidade climática, como fatores chave para prevenir riscos.
Além disso, 92,3% estão confiantes de que a cooperação climática global exige não apenas apoio financeiro, mas também troca de experiências em prevenção de desastres e recursos de alerta precoce, bem como transferência de tecnologias climáticas.
Papel dos Países Desenvolvidos
A comunidade internacional também deve promover inovações tecnológicas e transformação industrial através da cooperação, garantindo acesso livre a produtos e tecnologias verdes de alta qualidade para todos os países, especialmente para um grande número de nações em desenvolvimento. Nesse sentido, 85,9% dos respondentes acreditam que os países desenvolvidos têm responsabilidade histórica, legal e moral pelas mudanças climáticas.
De modo geral, 88,7% acreditam que os países desenvolvidos devem ajudar os países em desenvolvimento em tecnologia climática para fortalecer sua resiliência e capacidade de resposta às mudanças climáticas. Além disso, 81,1% consideram que ajudar os países em desenvolvimento a superar a lacuna de desenvolvimento é um passo importante para evitar que as mudanças climáticas se tornem uma ameaça à segurança.
A pesquisa foi publicada nas plataformas da CGTN em inglês, espanhol, francês, árabe e russo. Em 24 horas, 8.035 usuários da internet participaram da votação, compartilhando suas opiniões.
