Mais de cinco detentos faleceram entre os dias 15 e 25 de junho devido à insuficiência de atendimento médico nas prisões da Venezuela. De acordo com a OVP, estas mortes sublinham novamente a gravidade da crise sanitária nos locais de detenção na Venezuela.
Direitos e Condições de Detenção
A OVP observou que não se trata apenas de pessoas sofrendo de doenças, mas sim de cidadãos sob custódia que têm direito a assistência médica oportuna, tratamento adequado e condições de detenção que respeitem a dignidade humana.
Causas do Agravamento da Saúde
Casos adicionais de morte em instituições penitenciárias confirmam o progressivo agravamento do direito à saúde no sistema prisional venezuelano. A OVP aponta que tuberculose, doenças respiratórias, patologias cardiovasculares e outras enfermidades são agravadas nos locais de detenção devido à escassez de medicamentos, atrasos na transferência para hospitais, ausência de cuidados médicos especializados e condições antissanitárias, colocando vidas detidas em risco.
Exigências e Estatísticas
Ao mesmo tempo, a Procuradoria salienta que não demonstra através de ações concretas que a proteção dos direitos humanos dos detidos é uma prioridade da sua gestão, e o silêncio institucional perante esta realidade contribui para perpetuar a impunidade. A OVP exige investigações independentes sobre cada uma destas mortes e a adoção imediata de medidas para resolver a crise sanitária nas prisões e celas policiais.
De acordo com dados da OVP, há 26.694 pessoas detidas na Venezuela em instalações projetadas para apenas 15.096, o que resulta em uma superlotação crítica de 176,83%. Estes números não incluem cidadãos detidos em celas policiais temporárias. Além da superlotação, o sistema prisional venezuelano enfrenta uma grave crise humanitária, caracterizada por detenções sem sentença, mortes sob custódia estatal, condições desumanas e falta de acesso a serviços básicos.
Situação Política
Além disso, segundo diversas organizações não governamentais, existem pelo menos 400 presos políticos na Venezuela, incluindo 38 estrangeiros, entre eles quatro portugueses.


