O Huawei Nova 15 Max se destaca por possuir uma bateria robusta de 8.500 mAh e uma tela OLED com capacidade de brilho de até 4.000 nits. Este aparelho representa a estratégia da marca no segmento intermediário, sendo lançado no Brasil com um preço inicial de R$ 1.999, embora seu valor oficial seja de R$ 2.999.
Embora ofereça uma autonomia superior à média, o telefone apresenta restrições notáveis, como um sistema operacional datado e a falta dos serviços do Google. Após quinze dias de testes, o autor detalha se os aspectos positivos compensam as dificuldades de software e o desempenho considerado mediano.
O design surpreendeu positivamente, mantendo-se fino apesar da bateria volumosa. Possui tela com bordas arredondadas e finas, e o corpo em plástico brilhante confere uma aparência premium. Com dimensões de 163,3 mm de altura, 78 mm de largura e 8 mm de espessura, e pesando 253 gramas com a capa, o aparelho possui proteção IP65 contra poeira e jatos d'água.
A tela de 6,84 polegadas utiliza painel OLED, proporcionando cores vibrantes e boa nitidez com resolução Full HD+. Um ponto forte é o brilho máximo de 4.000 nits, que garante usabilidade sob luz solar intensa. A taxa de atualização de 120 Hz contribui significativamente para a fluidez na navegação e reprodução de mídia. A Huawei incluiu uma película protetora na tela.
O sistema de som é potente, mas gera incômodo no volume máximo devido a ruídos e um aspecto metálico na reprodução musical. Há uma percepção de desequilíbrio, com graves insuficientes e agudos estridentes.
Em termos fotográficos, o Nova 15 Max foca em uma câmera principal de 50 MP, complementada por um sensor secundário de 2 MP para profundidade e uma câmera frontal de 8 MP. Embora o pós-processamento utilize recursos de inteligência artificial, os resultados na galeria são satisfatórios. A câmera principal registra com boa nitidez e HDR eficaz, mas o zoom óptico é inexistente, limitando a qualidade em aumentos de 5x ou 10x.
O Modo Retrato funciona bem durante o dia, mas perde qualidade e nitidez à noite, agravado pela falta de estabilização. As selfies são consideradas inferiores às fotos traseiras, apresentando limitações no processamento de imagem. Em vídeos, o modelo atinge 4K a 30 fps tanto na traseira quanto na frontal, mas a ausência de OIS prejudica a consistência dos registros.
Para tarefas cotidianas, como redes sociais, streaming e navegação web, o desempenho é eficaz. O dispositivo conta com processador HiSilicon Kirin 8000 de 8 núcleos, 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento. Embora essa capacidade possa ser limitada para quem grava muito em 4K, o conjunto suporta edições no CapCut e o uso de apps de IA como o Gemini.
Testes de jogos mostraram que o Call of Duty apresentava leves travamentos no máximo, e o Genshin Impact exigiu configurações médias/mínimas para manter uma taxa de quadros aceitável. O aparelho tende a aquecer durante sessões de jogo prolongadas. Em benchmarks, obteve 858 pontos em single-core e 1.874 em multi-core, ficando atrás de concorrentes intermediários.
Um grande obstáculo são as limitações do sistema operacional. Ao ligar o aparelho, o usuário é incentivado a instalar diversos aplicativos chineses e plataformas de cassino. Além disso, a ausência nativa do pacote de serviços do Google impede o uso de aplicativos brasileiros comuns, como bancos, na loja oficial.
A alternativa é o app GBox na AppGallery, que simula a loja do Google, permitindo o uso de apps como Bradesco e Nubank, exceto para pagamentos por aproximação. O NFC existe, mas não está liberado para uso no Brasil, e o Android Auto não funciona, limitando o uso do Bluetooth apenas a chamadas.
Em relação à biometria, o reconhecimento facial opera perfeitamente, enquanto a impressão digital é mais sensível a condições como mãos suadas. As ferramentas de IA, como a função «Melhor Expressão», funcionaram bem, alterando rostos em fotos de forma natural.
O Nova 15 Max roda EMUI 14 baseado no Android 12, lançado em 2021, e não há informações claras sobre futuras atualizações de software.
A bateria de 8.500 mAh de silício-carbono é o principal atrativo. Em testes, o aparelho durou dois dias com uso moderado, começando com 100% às 19h e necessitando de recarga somente após 48 horas. O carregamento completo com o carregador de 40W levou 1 hora e 32 minutos. É importante notar que o carregador de 40W não acompanha a caixa.
Adicionalmente, o celular funciona como um power bank graças ao carregamento reverso via cabo USB-C.