O projeto Casa Anjung foi desenvolvido pela equipe de projeto e consiste em dois volumes distintos: uma residência e um estúdio de arquitetura que abriga o próprio escritório responsável pela concepção do trabalho.
O projeto Casa Anjung foi desenvolvido pela equipe de projeto e consiste em dois volumes distintos: uma residência e um estúdio de arquitetura que abriga o próprio escritório responsável pela concepção do trabalho.
Este conjunto foi criado como uma iniciativa interna da equipe, servindo para concretizar os princípios de design e a perspectiva da equipe sobre a arquitetura. A proposta possui um caráter experimental, pois busca analisar a conexão existente entre a arquitetura moderna e o local específico onde ela está inserida.
Essa investigação é realizada através da exploração da forma, da escolha dos materiais e de um diálogo cuidadoso com o ambiente circundante.
A Casa Milagro, desenvolvida pela RAVSTUDIO, foi projetada como um santuário moderno situado no topo de uma colina, onde a arquitetura estabelece uma conexão íntima com o ambiente natural circundante. O conceito visa proporcionar conforto e convívio, equilibrando zonas sociais e áreas mais reservadas através de três volumes interconectados que definem as distintas funções da residência.
A área destinada às atividades sociais está posicionada no centro da casa, oferecendo amplas vistas panorâmicas da paisagem. Em contraste, os setores privados são dispostos de maneira autônoma, garantindo um clima mais discreto. Este arranjo foge da disposição linear tradicional, criando espaçamentos variados entre os volumes, o que resulta na formação de terraços, halls e espaços externos, enriquecendo a vivência espacial e conferindo profundidade e dinamismo às fachadas.
A escolha dos materiais emprega uma fusão de métodos construtivos tradicionais e modernos, utilizando um sistema híbrido. Paredes e fundações construídas com tijolo e pedra dialogam com coberturas pré-fabricadas feitas de metal e madeira. A utilização proeminente de pedra local e a estrutura mista de aço e madeira adicionam solidez e aconchego ao conjunto. Os interiores são caracterizados pela combinação de texturas naturais e pela abundante entrada de luz natural, potencializada por grandes aberturas, pisos de madeira e pedra, além de mobiliário criteriosamente escolhido para manter o vínculo da casa com o cenário externo.
Os espaços externos foram meticulosamente planejados com uma sucessão de pátios e espelhos d'água. Estes elementos recebem o visitante desde sua chegada e guiam seus percursos, tanto dentro quanto fora da edificação. Tais componentes não apenas complementam a composição arquitetônica, mas também reforçam, em cada fase da jornada, a relação intrínseca entre a arquitetura e a paisagem.
A Casa Blajot, localizada em Premià de Dalt, Espanha, representa uma criação posterior de Josep Lluís Sert. Este projeto foi desenvolvido em colaboração próxima com seu cliente, Josep Blajot, partindo de um gesto de reconhecimento.
A edificação transcende a função de mera moradia particular, pois concretiza um conceito arquitetônico bem definido. Este conceito se caracteriza por ser austero, mas ao mesmo tempo oferecer grande amplitude espacial. Além disso, a casa possui uma forte conexão com o local onde está inserida, mantendo-se aberta para a paisagem mediterrânea.
O design da Casa Blajot é marcado por um equilíbrio meticuloso entre diversos fatores, incluindo a abstração, as condições climáticas, a estrutura física e a dinâmica da vida diária dos moradores.
Este projeto, intitulado «Apartamento que Começou com um Azulejo / Atelier Glushkó», não começou com um plano arquitetônico, mas sim com um azulejo português na parede. Ele foi realizado em um apartamento compacto de 36 metros quadrados no Rio de Janeiro.
O objetivo principal era transformar um pequeno espaço residencial em um loft aberto e livre. No entanto, durante a demolição, surgiram dois pilares estruturais imprevistos, o que tornou impossível a realização da ideia original.
Em vez de esconder essas restrições estruturais, a equipe decidiu aceitá-las, permitindo que a própria arquitetura redefinisse e determinasse o design final do espaço.