A corporação de mídia social Meta anunciou na terça-feira a remoção de 160.000 contas suspeitas de exploração infantil, além de mais de quatro milhões de contas suspeitas nas plataformas Facebook e Instagram.
Medidas contra usuários maliciosos
A Meta informou que removeu 160.000 contas por publicar e disseminar 'links externos suspeitos' em coordenação com outros sinais indicativos de atividades relacionadas à exploração infantil. No geral, a empresa, que gerencia WhatsApp, Facebook, Instagram e Threads, removeu automaticamente mais de quatro milhões de contas suspeitas e 36 milhões de itens de conteúdo contendo material de exploração infantil do Facebook e Instagram.
Políticas e padrões das plataformas
O blog da Meta enfatizou seu compromisso em impedir que usuários maliciosos estejam em suas plataformas e em aprimorar continuamente os sistemas para superar esses indivíduos. A empresa declarou que a proteção dos usuários permanece um elemento central na formação e garantia de seus padrões publicitários.
Em resposta a relatos da mídia que sugeriam que a empresa 'consciente e intencionalmente' exibia anúncios com crianças para pessoas que demonstravam interesse inadequado em crianças, a Meta esclareceu que utilizou tecnologia no ano passado para identificar e remover quatro milhões de tais contas.
Monitoramento e fiscalização
A empresa utiliza verificações automatizadas e manuais para controlar e investigar o comportamento dos anunciantes. Contas que não cumprem os padrões de publicidade da Meta, as normas sociais ou outras condições são restritas. Reconhecendo que nenhum sistema é perfeito e que criminosos determinados continuarão a tentar usar a plataforma, incluindo os sistemas de publicidade, a Meta acrescentou que o processo de verificação pode não detectar cada violação, mas a empresa trabalha continuamente para se manter à frente dos infratores graças a um processo de verificação de anúncios robusto.
Reação do Ministério da Tecnologia
Na semana passada, o Ministério da Eletrônica e Tecnologia da Informação chamou a atenção para relatórios da mídia de que o Instagram, a plataforma de fotos e vídeos da Meta, estava veiculando anúncios que promoviam materiais de violência sexual infantil (CSAM). O Ministério enviou uma carta ao Instagram solicitando esclarecimentos sobre sua política de publicidade e exigiu que altos executivos da Meta comparecessem pessoalmente para explicar como tais anúncios promovendo CSAM poderiam permanecer na plataforma.

