O Ministério dos Transportes de Angola anunciou que a operação de modernização foi garantida pela Lobito Atlantic Railway (LAR), concessionária responsável pelo desenvolvimento do Corredor de Lobito. Esta infraestrutura ferroviária liga o porto de Lobito, na província de Benguela, à fronteira da República Democrática do Congo (RDC).
Financiamento do projeto
O pacote financeiro inclui 553 milhões de dólares (equivalente a 479,7 milhões de euros), fornecidos pela Corporação Internacional de Desenvolvimento dos EUA (DFC), e 200 milhões de dólares (173,5 milhões de euros) do Banco de África do Sul (BSA).
Importância estratégica do corredor
De acordo com o comunicado, a conclusão do financiamento concretiza os acordos alcançados em Washington em dezembro de 2025. Isto representa mais um passo na concretização da visão estratégica do governo angolano para o desenvolvimento do Corredor de Lobito, fortalecendo a posição de Angola como plataforma logística e comercial chave para a integração económica africana e acesso dos mercados regionais às cadeias de abastecimento globais.
Resultados esperados da modernização
As melhorias planeadas devem aumentar a capacidade do corredor em cerca de dez vezes, elevando-a para 4,6 milhões de toneladas por ano. Além disso, espera-se uma redução de 30% nos custos logísticos associados ao transporte de matérias-primas e bens.
Comentários dos funcionários
O Ministro dos Transportes de Angola, Ricardo Viegas D'Abreu, mencionado no comunicado, observou que o encerramento da questão financeira confirma a solidez da visão estratégica da liderança relativamente ao Corredor de Lobito e demonstra a confiança dos parceiros internacionais no potencial transformador da infraestrutura angolana. O Ministro sublinhou que Angola se posiciona cada vez mais como um polo logístico indispensável para a união económica, facilitação do comércio e desenvolvimento sustentável da região.
O estadista acrescentou que o Corredor de Lobito é hoje um ativo estratégico nacional e continental, capaz de aproximar economias, gerar oportunidades de investimento, estimular a industrialização e reforçar a posição de Angola como porto atlântico privilegiado para os mercados da África Central e Austral. Este projeto, considerado uma das infraestruturas transfronteiriças mais importantes da África, irá fortalecer a conectividade regional, reforçar as cadeias de valor nos setores mineiro, agrícola e industrial, e contribuir para a criação de empregos, transferência de conhecimento e dinamização das economias locais.


