Marcelo Ebrard, ministro da Economia mexicano, anunciou que viajará para a capital dos Estados Unidos para representar os interesses comerciais do México, em resposta à recusa de Washington em renovar o acordo comercial.
Detalhes da Viagem e Negociações
Ebrard informou através de uma publicação em redes sociais que embarcaria em voo para Washington no dia seguinte, 08 de julho, com o objetivo de preparar a próxima rodada de discussões relativas à revisão do T-MEC. Ele confirmou que estará presente na quarta-feira para defender os interesses mexicanos.
Contexto da Revisão do Acordo
Esta viagem acontece após os Estados Unidos terem comunicado, em 01 de julho, que não procederiam à prorrogação do acordo na sua configuração atual, optando por um processo de avaliações anuais.
Apesar da negativa americana em estender o pacto por mais 16 anos, a Presidente do México, Claudia Sheinbaum, demonstrou otimismo na sexta-feira sobre a possibilidade de chegar a um consenso. Ela considerou que as conversações entre os três países da América do Norte, no contexto da primeira revisão anual do tratado comercial, estão «muito avançadas».
Posicionamento Mexicano e Perspectivas
Diante da incerteza gerada pela decisão de Washington de não prorrogar o T-MEC, a Presidente Sheinbaum enfatizou que há segurança para investimentos no México, visto que o tratado permanece válido até, pelo menos, 2036. Sobre a postura comercial do México, ela classificou como «absolutamente falso» que o país tenha negociado mal com Washington, acrescentando que o Canadá se encontra em circunstâncias «ainda mais desfavoráveis» do que as enfrentadas pelo México neste momento.
O T-MEC foi implementado em 01 de julho de 2020, substituindo o antigo NAFTA. Embora os EUA tenham descartado, por enquanto, a extensão do tratado para além de 2036, o próprio acordo prevê que os três parceiros podem concordar com uma prorrogação de 16 anos a qualquer momento, desde que consigam solucionar as divergências que impulsionam as revisões anuais.
Adicionalmente, o Presidente dos EUA, Donald Trump, já havia expressado ceticismo sobre a renovação do acordo, afirmando que o país «não precisa de nada» dos seus parceiros da América do Norte.