A Associação de Apostadores Sul-Africanos (SABA) apelou urgentemente por medidas legislativas para combater os jogos de azar offshore ilegais. A Associação alerta que a África do Sul não deve mais perder tempo discutindo a necessidade de bloquear sites de apostas ilegais, mas sim focar na rapidez das ações governamentais.
O Problema da Aplicação da Lei
O apelo da SABA veio após a Associação de Provedores de Internet (ISPA) expressar preocupações com as propostas do Conselho Nacional de Jogos de Azar (NGB) sobre o bloqueio de sites offshore ilegais. Embora a SABA concorde que o bloqueio de sites deve ser apoiado por legislação clara, garantias constitucionais e supervisão regulatória, ela afirma que o principal problema da África do Sul não é a ausência de leis que proíbam jogos online ilegais, mas sim a incapacidade de aplicá-las de forma eficaz.
A Escala do Problema
A Associação declarou que 'a África do Sul não sofre de falta de leis que proíbem jogos online ilegais. Ela sofre com a falta de leis que garantam uma aplicação eficaz da lei. O sistema atual do país pode ser melhor descrito como 'proibição sem coerção''. Citando um relatório de 2024 da empresa de pesquisa Yield Sec, a SABA informou que operadores ilegais representam cerca de 62% de toda a atividade no setor de jogos online na África do Sul, desviando mais de 50 bilhões de randes em receita bruta anual de jogos de azar para o exterior. Estima-se que, no último ano, cerca de 16 milhões de residentes sul-africanos utilizaram plataformas ilegais.
Estratégia de Combate Proposta
Na opinião da SABA, esses operadores atuam fora das leis de licenciamento sul-africanas, não pagam impostos locais, minam as operações de empresas licenciadas e deixam os consumidores com proteção mínima em caso de disputas. A SABA saudou a decisão do NGB de nomear um provedor de serviços para bloquear sites ilegais e apoiou medidas coercitivas mais rigorosas. O CEO da SABA, Sean Coleman, observou que a postura mais firme do NGB é um passo importante para proteger os cidadãos sul-africanos.
Coleman afirmou que apoia totalmente as ações reforçadas do NGB, que incluem um componente tecnológico, operações de apreensão no Tribunal Superior e pressão legislativa coordenada para erradicar essas redes ilegais. Ele enfatizou que declarar guerra às plataformas não regulamentadas, especialmente antes ou durante períodos de grande interesse esportivo, como a Copa do Mundo de 2026, é um passo necessário para proteger os cidadãos vulneráveis e manter a integridade da economia interna.
Medidas para Reforçar o Controle
Em vez de depender apenas do bloqueio de sites, a SABA propôs uma estratégia de coerção mais ampla, que inclui várias medidas: alteração da Lei Nacional de Jogos de Azar para fortalecer o controle sobre operadores offshore que visam residentes sul-africanos; criação de uma base legal que permita aos reguladores exigir o bloqueio de sites sob supervisão judicial; interrupção de pagamentos a operadores ilegais através de bancos, sistemas de pagamento e plataformas de criptomoedas; punição de afiliados locais, marcadores e intermediários de pagamento que ajudam conscientemente os operadores ilegais; combate à publicidade online que promove jogos ilegais; e criação de uma capacidade nacional centralizada de coerção com poderes reforçados em investigação e inteligência financeira.
A SABA observou que a experiência internacional mostra que o bloqueio de sites é mais eficaz quando combinado com interrupção financeira, restrições de publicidade, investigações baseadas em inteligência e cooperação internacional. Citando a Austrália como um exemplo de sucesso, a associação relatou que as reformas legislativas introduzidas em 2017 permitiram que os reguladores bloqueassem mais de 1300 sites de jogos ilegais e mais de 220 operadores offshore abandonassem o mercado australiano para evitar a coerção. A Associação enfatizou que não se trata de restringir o acesso à internet, mas de proteger os consumidores sul-africanos de negócios ilegais que operam inteiramente fora da jurisdição sul-africana.
A Associação reafirmou sua disposição de trabalhar com o Conselho Nacional de Jogos de Azar, reguladores, agências de aplicação da lei, a Comissão Independente de Comunicações da África do Sul, o Banco de Reserva da África do Sul, instituições financeiras e a ISPA para desenvolver uma estrutura prática e juridicamente sólida para conter jogos online ilegais.

