Kylie Jenner enfrentou condenação pública após o anúncio da colaboração com a Meta AI sobre seus novos óculos. Há discussões online sobre as contradições na última campanha de Jenner, considerando suas declarações públicas sobre problemas de privacidade.
Anteriormente, em maio, Jenner participou do podcast 'Therapuss' com Jake Schein. Lá, ela falou abertamente sobre evitar sair de casa devido a experiências traumáticas passadas e perseguição de paparazzi. Ela observou que em Los Angeles é mais difícil ficar em casa porque, 'honestamente, os paparazzi em Los Angeles são mais fáceis de notar'.
Quando Schein perguntou se os paparazzi esperam sua saída de casa, ela respondeu que, na maioria das vezes, não sai.
Críticos apontam a inconsistência entre as recentes declarações da celebridade sobre proteção à privacidade e seu apoio aos novos óculos inteligentes, que potencialmente podem violar a privacidade das pessoas. A principal preocupação é a possibilidade desses óculos capturarem fotos e vídeos, ouvirem música, receberem chamadas e acessarem a Meta AI sem o uso das mãos.
As pessoas expressam preocupação com a situação em que alguém está gravando você sem que você perceba enquanto você faz suas coisas. O público considera que o conceito de óculos inteligentes, embora pareça atraente, é ao mesmo tempo assustador.
A influenciadora @blueeyedkaylajade publicou um vídeo no TikTok afirmando que a campanha de Jenner causará mais danos, especialmente às mulheres. Ela acrescentou que a Meta está apenas tentando tornar os óculos mais socialmente aceitáveis. Outros usuários de redes sociais concordaram com essa opinião. O usuário @misssylvies questionou por que Kylie apoia isso se ela mesma afirma odiar ser constantemente gravada sem consentimento. O usuário @tiktokuser227690 compartilhou uma experiência pessoal em que um médico que usava tais óculos durante um exame a fez temer falar. E @najse14 enfatizou que filmar pessoas sem o consentimento delas deve ser ilegal.
No seu site, a Meta AI publicou diretrizes para o uso dos óculos visando a proteção da privacidade do consumidor. De acordo com a Meta, a gravação deve ser interrompida se alguém expressar o desejo de desistir. Também é indicado que o consumidor deve desligar os óculos em locais sensíveis, como consultório médico, vestiário, banheiro público, escola ou local de culto.
Além disso, a Meta exige que um indicador LED de captura esteja visível durante a gravação, para que as pessoas saibam que estão sendo gravadas. Se este indicador estiver coberto, o usuário receberá um aviso para abri-lo antes de tirar uma foto, gravar um vídeo ou fazer uma transmissão ao vivo. As diretrizes também proíbem o uso dos óculos para ações perigosas, incluindo perseguição, violação de direitos de privacidade ou registro de informações confidenciais, como PINs.
Apesar da existência dessas diretrizes, resta a questão se elas garantem a segurança das pessoas. As pessoas violam leis regularmente, e essas regras de segurança são, francamente, insuficientes. Existe a possibilidade de alguns usuários simplesmente não informarem aos outros que estão usando os óculos, o que coloca em risco a questão da segurança. A Meta, sem dúvida, deve desenvolver uma maneira diferente de informar as pessoas de que alguém está usando os óculos e gravando.