Pesquisadores alemães apresentaram os resultados de um tratamento experimental bem-sucedido em duas pacientes que sofrem de polineuropatia autoimune crônica e refratária. Anticorpos monoclonais biespecíficos foram utilizados na terapia, os quais são inicialmente empregados para o tratamento de mieloma múltiplo. Após o ciclo de tratamento, ambas as participantes do experimento apresentaram desaparecimento de autoanticorpos, redução de danos nervosos e melhora significativa nas funções motoras e outras.
Descrição das doenças autoimunes
As mielopatias imunológicas crônicas dos nervos periféricos constituem um grupo de condições progressivas que causam incapacidade. Nessas doenças, o próprio sistema imunológico começa a produzir anticorpos contra as bainhas de mielina dos nervos. Isso leva ao desenvolvimento de uma polirradiculoneuropatia acentuada, que se manifesta por alterações na sensibilidade, equilíbrio e movimentos. Os métodos de tratamento existentes, como o uso de corticosteroides, imunossupressores, injeções de imunoglobulinas e plasmaférese, nem sempre são eficazes para todos os pacientes.
Mecanismo de ação do medicamento
O medicamento Tecilastamab pertence aos anticorpos monoclonais biespecíficos e é capaz de recrutar linfócitos T. Ele funciona ligando-se simultaneamente ao receptor de células T CD3 e ao antígeno de maturação de células B (BCMA). Essa interação estimula as células T a atacar células B maduras e plasmócitos que produzem anticorpos.
