Rutte manifestou a expectativa de que os países apresentem planos claros, tangíveis e críveis para cumprir a meta de dedicar 5% do Produto Interno Bruto (PIB) à defesa até 2035. Ele observou que os dados atuais são notáveis.
Investimentos Atuais e Aumento de Despesas
De acordo com o secretário-geral da Aliança Atlântica, apenas um ano após o acordo feito na cimeira de Haia, os membros europeus e o Canadá já estão investindo, em média, aproximadamente 4% do PIB em segurança e defesa. Rutte também ressaltou que os aliados europeus e o Canadá elevaram suas despesas de defesa em quase 20% no último ano.
Adicionalmente, somando os investimentos extras planejados para 2025 e 2026, o reforço total atinge 258 mil milhões de dólares (equivalente a cerca de 200 mil milhões de euros).
Responsabilidade Europeia e Indústria de Defesa
Rutte argumentou que não é razoável exigir que um país com 350 milhões de habitantes, localizado a oito horas de voo, proteja 600 milhões de pessoas residentes na porção mais rica do território da NATO. Ele defendeu que a Europa deve assumir uma responsabilidade cada vez maior pela sua própria defesa convencional.
O primeiro dia da cimeira será focado no Fórum Industrial de Defesa da NATO, onde se espera que sejam anunciados contratos multimilionários para fortalecer as capacidades militares da Aliança. O líder da NATO enfatizou que, embora o investimento exista, é crucial converter o poder econômico em capacidade militar, promovendo maior integração industrial e reduzindo a burocracia para agilizar a produção de equipamentos.
Temas Centrais da Cimeira
A guerra na Ucrânia será um tema principal. Rutte esclareceu que os aliados devem confirmar um compromisso de cerca de 140 mil milhões de euros em auxílio militar a Kiev ao longo de dois anos, utilizando majoritariamente fundos já aprovados. Além disso, o líder da Aliança Atlântica alertou sobre a importância de a NATO monitorar o envolvimento da China na segurança global, defendendo uma colaboração próxima com parceiros do Indo-Pacífico, como Austrália, Nova Zelândia, Coreia do Sul e Japão.
Rutte advertiu contra a ingenuidade em relação à China, mencionando que Pequim, juntamente com a Coreia do Norte e o Irão, continua a apoiar o esforço bélico da Rússia na Ucrânia.
