A preparação para o jogo contra uma das melhores equipes do mundo exige uma abordagem especial ao processo de treinamento. Flyhalf Libbie Janse van Rensburg discutiu o impulso crescente do Campeonato Mundial, as mudanças táticas e os motivos pelos quais a equipe feminina Springbok aceita o desafio dos EUA em Ellis Park neste sábado.
Preparação para jogos internacionais
Em um dia de inverno em Joanesburgo, enquanto protestos poderiam ocorrer nos arredores, o centro de treinamento da Springbok Women estava em uma atmosfera de unidade, determinação e concentração. Durante exercícios intensos de viradas, a flyhalf Libbie Janse van Rensburg, juntamente com a equipe, passou por uma série de tarefas complexas, preparando-se para o primeiro jogo da série de ida e volta contra os EUA, que ocorrerá no sábado em Ellis Park (início às 13:30).
A equipe Bok Women não jogava em partidas de teste desde o ano passado, quando alcançaram pela primeira vez as quartas de final do Campeonato Mundial Feminino de Rugby, embora parte do elenco tenha participado da Copa Africana este ano. Já durante o treino na terça-feira, ficou evidente que a seleção nacional feminina sul-africana havia melhorado significativamente sua preparação física e força física.
Desenvolvimento e objetivos da equipe
O confronto com a equipe dos EUA, classificada em oitavo lugar no ranking, servirá como um bom indicador do quanto os jogadores atuais se desenvolveram e amadureceram desde setembro do ano passado. Após o treino, Janse van Rensburg declarou: «Saindo do Campeonato Mundial com tanto sucesso, precisamos continuar construindo esse impulso».
Ela acrescentou que o objetivo atual é manter esse impulso do Campeonato Mundial e fortalecer a marca Springbok Women. Janse van Rensburg enfatizou: «A única maneira de melhorar é jogar contra adversários muito mais fortes do que nós». Ela se referia aos resultados recentes contra Quênia, Uganda e Madagascar, que lhes permitiram manter o título de campeãs africanas.
Segundo ela, é fácil sentir-se confiante após vitórias contra equipes com classificação mais baixa, mas o verdadeiro desafio reside em jogar contra equipes de ponta, identificar fraquezas e corrigi-las posteriormente.
Tática de jogo e defesa
O jogo dos forwards da Bok Women tornou-se um fenômeno notável e agora é um fator conhecido. Portanto, a equipe precisa enfrentar os EUA com atenção, que devem tentar explorar a defesa da casa movendo rapidamente a bola pelas alas. Janse van Rensburg garantiu que a equipe não abriria mão de seu jogo baseado na dominação dos forwards.
Ela explicou que esta é uma parte forte da equipe e faz parte de sua DNA. Independentemente do adversário, elas sempre entram em campo sabendo que seus forwards são os mais dominantes. No entanto, segundo ela, a linha de defesa deve reforçar seu trabalho ao jogar com a bola pelas alas. «Nesse sentido, mudamos um pouco nossa estrutura defensiva. Eles gostam de levar a bola pelas alas, então tivemos que nos adaptar um pouco, especialmente os jogadores da linha de defesa, para ocupar a melhor posição, sem permitir que nos ultrapassem e pará-los nas extremidades», concluiu Janse van Rensburg.
Perspectivas da série de jogos
A última vez que a Bok Women enfrentou suas colegas dos EUA foi em março de 2024, em Londres, onde as sul-africanas perderam com facilidade por 38-17. Agora, mais experientes e com a vantagem do mando de campo, Janse van Rensburg e suas companheiras pretendem se afirmar neste fim de semana, antes de passar para o segundo jogo da série na Loftus Versfeld na próxima semana.