Embora a morte do Sol seja um evento inevitável e distante, um recente estudo científico está fornecendo novas perspectivas sobre o que pode ocorrer com os sistemas planetários após o colapso estelar.
O Fim do Sol e o Destino Planetário
O entendimento do que acontecerá quando o Sol esgotar seu combustível nuclear é uma questão central na astronomia moderna, pois seu fim definirá o destino do Sistema Solar e da Terra. Um novo trabalho realizado por pesquisadores da Universidade de St Andrews, Reino Unido, e publicado na revista Nature, trouxe luz a este tema. Utilizando dados coletados pelo telescópio espacial James Webb, uma equipe internacional analisou um planeta gigante que orbita uma anã branca, permitindo-lhes reconstruir sua trajetória.
Os resultados sugerem que o fim de uma estrela não implica necessariamente a extinção de todos os planetas do sistema. Em cerca de cinco bilhões de anos, o Sol consumirá o hidrogênio de seu núcleo, transformando-se em uma gigante vermelha, com um tamanho superior a cem vezes o atual. Com certeza, Mercúrio e Vênus desaparecerão, e a Terra corre risco similar. Posteriormente, as camadas externas do Sol serão expelidas, restando apenas o núcleo, uma anã branca, densa e com aproximadamente metade da massa solar concentrada em um volume reduzido.
