Milhares de cidadãos do Zimbábue estão no centro temporário de repatriação voluntária em Epping, Cidade do Cabo, aguardando o envio para casa. Eles se encontraram nesta situação desde a semana passada, pois esperam os documentos necessários para a viagem e os ônibus.
Situação no centro de repatriação
Até terça-feira, 30 de junho, a falta de transporte forçou as famílias a suportar o frio e a umidade enquanto esperavam pelos ônibus. Uma das mães do centro em Epping declarou que eles pedem ao governo que envie mais ônibus devido ao grande número de pessoas. Ela observou que é difícil para ela por causa das crianças, está frio e tudo está molhado por causa do clima, enfatizando a necessidade de ônibus adicionais para retornar para casa.
Motivos da aglomeração de pessoas
Esta mulher faz parte de mais de 2000 cidadãos do Zimbábue reunidos no local temporário depois de terem se reunido inicialmente perto da Embaixada Geral do Zimbábue na semana passada. O objetivo deles era voltar para casa em meio aos crescentes protestos contra imigrantes em toda a África do Sul.
Ajuda humanitária e obstáculos
Ali Sablay, representante e coordenador do projeto da organização humanitária Gift of the Givers, relatou um aumento constante no número de pessoas chegando ao centro. Ele esclareceu que, embora o centro tenha sido criado originalmente para ajudar cidadãos do Zimbábue, pessoas de áreas como Robertson e Malmesbury também começaram a chegar. Atualmente, há mais de 2000 pessoas no centro.
Sablay observou que o Gift of the Givers instalou quatro grandes tendas e enviou 25 voluntários para prestar assistência humanitária de emergência. Ele enfatizou que o atraso não está relacionado ao Departamento de Assuntos Internos, que enviou funcionários adicionais para processar as saídas. O principal problema é que as pessoas precisam primeiro de documentos de viagem de emergência de seus países de origem, e esses processos levam tempo. Além disso, uma séria barreira é a falta de transportadoras de ônibus com permissão para transporte transfronteiriço.
Trabalho dos órgãos governamentais
Almin van der Berg, vice-diretora de coordenação do Departamento de Assuntos Internos do Cabo Ocidental, informou que todos os que estão sendo processados em Epping são cidadãos do Zimbábue retornando voluntariamente para casa. Ela refutou a suposição de presença de outras nacionalidades. Na terça-feira, os funcionários processaram cerca de 1700 pessoas, e na segunda-feira ajudaram 1264 pessoas, incluindo aproximadamente 525 crianças. Van der Berg acrescentou que, na maioria das vezes, são mulheres com crianças que partem, e muito poucos homens partem.
As autoridades esperam que todos os que estão atualmente no centro o deixem nos próximos dois dias após a emissão de documentos de viagem adicionais pelas autoridades do Zimbábue e a chegada de mais ônibus.
Apoio do município
O prefeito de Cidade do Cabo, Jordyn Hill-Lewis, afirmou que a cidade apoia os esforços de repatriação voluntária, ajudando a financiar o transporte. Ele informou que cerca de 20 ônibus serão organizados para ajudar esses imigrantes a retornar, e existe um acordo com o Departamento de Assuntos Internos sobre isso.
A operação humanitária continuou na terça-feira em meio a protestos e manifestações contra imigrantes em Cidade do Cabo e outros lugares da África do Sul, destacando o crescente impacto dos distúrbios nos migrantes que procuram deixar o país voluntariamente.