Foi estabelecido que o uso de inibidores da bomba de prótons e antibióticos afeta negativamente os resultados do tratamento do câncer de pulmão de células não pequenas com durvalumabe — um anticorpo monoclonal direcionado à proteína de membrana PD-L1. De acordo com dados publicados na The Lancet Oncology, ambos os tipos de medicamentos diminuíram o tempo de sobrevida livre de progressão tumoral em seis a nove meses.
Papel da Microbiota Intestinal
Pesquisas científicas recentes destacaram o papel significativo da microbiota intestinal na alteração da eficácia dos inibidores de checkpoints imunológicos em doenças oncológicas. Especificamente, pacientes com metástases e câncer de pulmão de células não pequenas apresentaram um curso mais grave da doença ao tomar inibidores da bomba de prótons, o que é supostamente relacionado à disbiose intestinal. No entanto, os pesquisadores observam que ainda não está claro se esses efeitos dependem do estágio da doença ou do agente imunoterápico específico.
Estudo do Efeito dos Medicamentos
Um grupo de pesquisadores liderado por Alessio Cortellini da Clínica Universitária Agostino Gemelli investigou o impacto da administração de inibidores da bomba de prótons e antibióticos na eficácia do durvalumabe. Este medicamento é um anticorpo monoclonal que bloqueia a interação entre o receptor de morte programada-1 (PD-1) e seu ligante (PD-L1). O durvalumabe foi usado em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas refratário em estágio III. O tratamento consistiu na administração do medicamento em dose de dez miligramas por quilograma de peso corporal intravenosamente a cada duas semanas durante um ano, em paralelo com a radioterapia.
